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 O Teleférico da Senhora das Necessidades em Vila da Ponte

Este artigo é de ficção; não é para já real  

1º - Decisão determinada e aplicada

2º -  Construção do Teleférico

3º - As estações e torres concluidas
 

 

4º -  Teleférico em funcionamento
 

 
Em 1965 terminou a construção da Barragem do Távora, as comportas foram fechadas, e para espanto de todos, as águas represadas iam enchendo lentamente a volumosa albufeira desde o Vilar até Vila da Ponte, modificando profundamente todo
 o aspecto paisagístico e ambiental desta bacia, deparando-se todo este território ser submergido pelas águas, tal como o afundamento dum grande navio.
O tema é a submersão das águas na Vila da Ponte e a destruição da ponte românica que aí existia há séculos, e era um exemplar símbolo da cultura e arte romana.

Além das indemnizações que a Electricidade de Portugal - EDP teve de pagar aos proprietários lesados, houve uma onda de contestação, motivada pela destruição da ponte românica, e que a EDP na altura tentou negociar com a população.

Não era com dinheiro que se resolvia o problema, não era por transladação do monumento para outro local com se fez com a igreja da Faia, pois tal era impossível,
chegando-se mais tarde a um acordo, e tal ficou bem assente, consistindo, por um período de 20 anos a EDP fornecer gratuitamente electricidade à população nas seguintes circunstâncias:

Desmantelamento da ponte românica

 -o fornecimento não podia servir interesses particulares.
-o fornecimento não se podia destinar à iluminação pública ou outros destinos em que a autarquia tivesse responsabilidade.
-o fornecimento seria para interesse de toda a população de Vila da Ponte, e o consumo era destinado a obra de
envolvimento e desenvolvimento desta comunidade.
-Terá de existir comissão local que preste contas e provas do bom uso desta fonte energética junto da EDP.

Durante anos não houve qualquer iniciativa para contemplar a utilização da electricidade oferecida pela EDP, que por acaso mensalmente era uma boa quantidade de Watts.

Todas as cabeças pensantes da aldeia se direccionavam à Senhora das Necessidades; uma boa iluminação nocturna da capela?
Talvez não porque era desperdiçar a grande quantidade de Watts oferecida mensalmente.

Bem, durante muitos anos este monopólio oferecido pela EDP por 20 anos, esteve inactivo, porque não havia ideias e decisões sólidas e por vezes decisões interessantes, chocavam com com o acordo redigido em 1965.