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 Linha Férrea Entre-Douro e Beira

Descrição geral da via

A via, que inicialmente era destinada apenas a ramal da linha do Douro, apenas entre Régua e Lamego e de via estreita, logo seguidamente se optou pela via larga, pela importância da ligação entre a linha da Beira Alta e a Linha do Douro.
A via possui um perfil bastante acidentado com rampas e declives que chegam a atingir os 25%, muito sinuoso, com bastantes curvas, e tal, de Régua a Lamego.
A obra de arte mais notável é a ponte que liga a Régua à margem esquerda do Douro. A velocidade máxima deste pequeno troço irregular não ultrapassa os 50 Kms/h.
A restante quilometragem da via até Celorico é relativamente regular, não tem grandes obras de arte, e dispõe de apenas 3 túneis.


                                                                                             A estratégica via-férrea Entre-Douro e Beira
A riqueza económica do Distrito de Viseu, tornou-o desde longa data, preferido pelas construções ferroviárias, e Viseu em finais do século XIX foi indicada para ser o ponto principal da Linha do Norte. Todavia tal ideia foi posta de parte, mas várias individualidades interessaram-se pela construção de vias férreas neste distrito e no caso da Linha em referência vina a seguinte observação:
"A linha Entre-Douro e Beira, na extensão de 120 Km, atravessa os Concelhos de Lamego, Tarouca, Moimenta da Beira, Sernancelhe, Aguiar da Beira, Trancoso e Celorico da Beira, com várias potencialidades e cultivados.
Ainda sob o ponto de vista mineiro, merece esta linha particular atenção: é na região de Sernancelhe e trancoso que se encontram grandes filões de volfrâmio (mineral que veio a ser muito procurado na 1ª e 2ª guerra mundial).
Prolongada até Celorico da Beira, esta via férrea seria a comunicação mais directa entre os povos da Beira interior e Lisboa, Porto e Espanha.
Sendo assim, seria de bem entender o quão importante será esta via para o desenvolvimento comercial e económico duma região do país tão carente de comunicações"

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