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A linha Férrea em
funcionamento |
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Finalmente, após os 2 anos de intensos trabalhos a
desbravar o duro granito e a alinhar ao máximo pormenor o traçado da rota da estrada de ferro, eis que em
finais de 2005, e após a colocação dos ferros na via, começam a surgir
então no terreno uns pequenos trens muito barulhentos, mas já motivo de
atracção a toda a população que por ali andava em trabalhos.
Consistia na realidade numa pequena locomotiva a gasóleo, cuja função era
calibrar todo o percurso da linha ao milímetro, corrigir irregularidades
do trajecto, e avaliar o funcionamento das sinalizações, seja da
iluminação, seja da abertura e fecho automático das cancelas.
Após 2 meses duma série de de testes então a linha ficou habilitada com
todas as regras de segurança, para o início de funções.
Fez parte do contrato, a aquisição de duas composições de comboios, que foram importados da
Suiça, visto a sua fisionomia, aspecto e coloração externa, se englobavam
em simbiose com a natureza verde da florestação e esbranquiçada dos granitos. |
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Para espanto das gentes das aldeias locais, eis que, no início de
Fevereiro de 2006 começam a surgir em regime experimental e em testes,
as composições compradas à Suiça.
Inacreditável, é uma miragem... Foram as palavras do Sr. Agostinho
cantoneiro, na primeira foto à direita, que o deixaram perplexo, e fez
questão de ser fotografado no 1º dia da passagem do comboio.
Mais em baixo as duas cunhadas do Sr. Agostinho, e uma senhora da Cardia
na sementeira das batatas aínda de modo artesanal.
A coabitação entre esta tecnologia moderna, e o ruralismo tradicional
ainda muito notório nesta região, transmitiram um certo "choque cultural"
a estas populações ermas. A habituação à passagem diária do comboio,
demorou
meses, pois sempre que este passava, correspondia ao grandioso espectáculo
do dia. Alguns mais longe paravam a sua labuta, e aproximavam-se da via
férrea para ver o comboio, sabendo já de cor e salteado o horário da
passagem. |
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Ao longo do novo caminho, novos contextos paisagísticos e curiosas
nasceram.
À direita e mais ou menos a meio da viagem surge um autêntico
presépio rural:
- no 1º plano, os montes de granito salpicados de
vegetação e flores silvestres;
- no monte a seguir, o
corredor da linha férrea e ao longe no cimo da última elevação, o
Santuário de Nossa Senhora das Necessidades em Vila da Ponte.
Uma nova aliança ou simbiose, com as
penedias selvagens e os últimos gritos
tecnológicos. |
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Tal com na página anterior, onde fotografamos todo o percurso rural e
natural antes da construção da linha, onde se evidenciava uma
diversidade de cores, paisagens e cheiros sedutores e atraentes, agora
surge uma nova oportunidade de retratar os novos panoramas inseridos no
contraste de cor, beleza e movimento da passagem do comboio.
Assim retrata a figura da direita, na passagem do trem perto da Quinta
dos Carvalhais.
A outra foto tirada do interior do comboio, mostra os massiços graníticos,
paisagem dominante do trajecto. |
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A linha embora possua estrutura suficiente, com os declives e curvas, para
para seguir a uma velocidade média de 70 Km/ hora, por questões turísticas,
a velocidade planeada para este trem de passeio não ultrapassa os 20 Km/
hora. |
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Curiosidade, há 2 anos neste mesmo local da direita, e
visível na página anterior decorria a construção duma passagem de nível
automática já perto do Seixo.
Agora, o proprietário do terreno rural
anexo, emigrante em França, edifica a sua casa toda alindada, mesmo de
frente à linha férrea dando a adivinhar, que a sua bonita habitação, e
para o turista que passa diariamente, faz parte do percurso turístico...
É bom sinal, é o progresso que já trás desenvolvimento e inovações; e
isto são os primeiros sinais.
Valeu a pena o investimento para os Sernancelhenses, mas saiu caro para
a CP (comboios de Portugal).
Será que o que está a luzir é ouro? - o sol foi de pouca dura...
A CP tem sempre interesses económicos, e quando menos se
esperava, a linha legalmente ultrapassou a |
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estação férrea do Seixo, avançou pela aldeia a dentro, e porquê? Em letras bem pequenas,
estava estabelecido no contrato entre a CP e as duas J. de
Freguesia uma cláusula que ninguém leu, e era do conhecimento das duas
Presidentes de Junta de Freguesia...!!!...
(continua na página seguinte) |
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