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Aeródromo de Macieira - Posto de abastecimento a aeronaves nas rotas intercontinentais
 
É sabido em capítulo anterior e por circunstâncias referidas, que a aldeia de Macieira, desde 2005 possui um extenso aeródromo, com uma pista de aterragem atingindo os 3 Km de comprimento, ou seja, preparada para receber os aviões mais pesados, nomeadamente o Boeing 747.
Pista construída, como é sabido, ao longo de todo o alto planalto de Macieira, e cujos encargos da obra se deveram à Junta de Freguesia através da exploração e alta rentabilidade das pedreiras da freguesia, e muitos outros apoios, nomeadamente da Comunidade Europeia, pela posição estratégica do aeródromo como ponto de partida de aeronaves na luta contra os incêndios de Verão. Os vários pormenores estão descritos no capítulo específico, sendo de salientar também, que tal infra-estrutura, foi projectada também para o desporto de aviação nas várias vertentes, desde a aterragem de pequenas avionetas de passeio, até ao salto em parequedismo, realizado de 15 em 15 dias para os mais audazes.
A Comunidade Europeia, que não dá ponto sem nó, cedendo altos apoios à realização de tão extenso aeródromo, só pela posição central que ocupa na luta contra os incêndios de Verão, algo de importante e imprevisto tinha em anteprojecto.
Após os muitos ensaios realizados ao longo de meses com avionetas e aviões de pequeno calibre com sucesso, atendendo à boa visibilidade do local, à posição estratégica dos céus de Sernancelhe como rota de aviões em rotas transatlânticas, e a localização setentrional de Portugal na Europa, como ultimo ponto de terra até se chegar ao Continente O avião que inaugurou a escala - Europa-América
A pista do Aeroporto
As várias diversidades de aeronaves em trânsito
O caos na aldeia de Macieira
O movimento diário de aviões
Americano, o concelho da Comunidade Europeia, em concordância com o Governo Português, decidiu apetrechar o Aeródromo com todos os equipamentos
necessários e essenciais, à aterragem de aviões de grande porte com a segurança dos aeroportos internacionais.
O motivo:
É sabido que muitas aeronaves com destino à América do Norte ou América do Sul, e provenientes de Países muito orientais, com o caso da Índia, países Árabes, Grécia, Itália, etc, têm de fazer escala em Lisboa, Porto ou Madrid, para se reabastecerem de combustível, devido aos milhares de quilómetro que ainda têm de percorrer.
Assim aconteceu ao longo de anos e anos.
A saturação destes últimos aeroportos em voos de chegada e partida, foi o motivo pelo qual a Comunidade optou por um local bem ocidental da Península Ibérica, longe dos espaços aéreos urbanos, que servisse unicamente de ponto de abastecimento de combustível aos aviões de longo curso.
Foi Macieira o ponto contemplado, apenas com aterragens só para reabastecimento, com permanência dos passageiros no interior da aeronave, visto que o tempo previsto de permanência em terra é de cerca de 40 minutos, e não haverá para breve infra-estruturas em terra para acolhimento dos passageiros.
A "ANA", aeroportos de Portugal, foi a empresa contemplada para equipar
o novo perfil do aeródromo--->>Aeroporto, e administrar e controlar o espaço aéreo local.
As obras de maior impacto visual, em poucos meses mudaram a configuração da rural aldeia de Macieira.
Primeiro, surgiu mesmo ao lado da estrada municipal a torre de controle.
Onde antes eram explorados os granitos, foi edificado um grande radar.
Logo à entrada de Macieira, e que também podemos observar à direita, lugar onde termina a pista, visualizam-se antenas e luzes de presença.
Precisamente os mesmos
equipamentos dum moderno aeroporto.
Todo o arsenal luminoso e tecnologias de apoio aos pilotos de jactos, foram cuidadosamente projectados e aplicados.
Os primeiros ensaios com aviões pesados surgiu um ano após a reestruturação do aeródromo, com aeronaves militares.

Os habitantes de Macieira, emocionados e entusiasmados, observavam
dia após dia a nova configuração da aldeia, e a possibilidade de observarem a poucos metros de distância, as mais recentes aeronaves a circular pelo planeta Terra.
Não se aperceberam, nem imaginaram o que seria dentro de poucos meses, o ruído e poluição provocado por aterragens e levantamentos de dezenas de aviões que diariamente se iriam abastecer de combustível, e perturbar para sempre o sossego da aldeia.
   
 

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